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O Cristo e o 'apagão' do WWF

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30/jan/09 (Alerta em Rede) – Diz a sabedoria popular que não se deve falar de corda em casa de enforcado. Pois foi o que o WWF ignorou solenemente ao lançar, no Brasil, a sua campanha mundial de “conscientização” contra o aquecimento global que consiste em criar um “apagão” voluntário de uma hora (no dia 28 de março) para uma população que, há poucos anos, sentiu na carne e na economia as agruras de um severo racionamento energético.

Segundo a propaganda da ONG, o ato de apagar as luzes foi escolhido como símbolo do movimento global porque a produção de energia elétrica gera grande quantidade de gases de efeito estufa, hipotéticos causadores de mudanças climáticas.

Só que o WWF também desprezou o fato de o Brasil possuir uma das matrizes de geração elétricas mais “limpas” do planeta mas, ao mesmo tempo, ainda exibe um índice de consumo de eletricidade per capita tão baixo (inferior à média mundial) que chega mesmo a ser suplantado por alguns países africanos.

Tal insensibilidade para com o Brasil e sua população, fruto da arrogância oligárquica inata no WWF, ONG predileta da nobreza européia, aparece estampada a cores no cartaz da campanha que circula na imprensa e que destaca logo uma vela acesa, símbolo do “apagão” de 2001:


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Cartaz da campanha do "apagão" do WWF

 

Ao mesmo tempo, o cartaz embute, subrepticiamente, uma das teses basilares do ambientalismo: que, se a humanidade não retornar à era da pré-eletricidade, não haverá “salvação” para o planeta.

É sob esse prisma que deve ser analisada a proposta feita pelo WWF, em 2006, para cortar nada menos que 40% na geração de eletricidade então planejada pelo governo brasileiro até 2020 por meio de um utópico modelo “sustentável”. A “economia” energética seria alcançada, segundo a ONG, por melhoramentos na eficiência de geração e transmissão da eletricidade, racionalidade no consumo e a utilização maciça de fontes não convencionais de geração, como a eólica e solar, as preferidas do ambientalismo. Felizmente, essa autêntica “trampa energética” proposta pelo WWF sequer foi cogitada pelos órgãos governamentais de planejamento energético do país. [1]

Aliás, é bom ressaltar que a fonte hídrica, responsável por cerca de 75% da geração elétrica no Brasil, não é arrolada como “sustentável” pelo WWF e outras ONGs corporativas alienígenas que comandam a agenda ambientalista no Brasil. Por isso mesmo, tal aparato de ONGs tem conduzido deletérias campanhas irrigadas a ecodólares contra a construção de hidrelétricas no Brasil, mormente na Amazônia, por questões ambientais e indígenas levadas ao extremo. Indiretamente, essas ONGs foram as principais responsáveis pelo apagão de 2001 quando, em 1989, conseguiram bloquear a construção de Belo Monte e outras hidrelétricas na bacia do Xingu e afluentes. [2]


O Corcovado do WWF
Adicionalmente, há indícios que o apagão proposto pelo WWF começa a incomodar a sensibilidade de fiéis católicos no Rio de Janeiro, primeira cidade brasileira a aderir à campanha. O prefeito carioca Eduardo Paes formalizou essa adesão afirmando que, dentre outras iniciativas trevosas, vários monumentos da cidade terão suas luzes apagadas por uma hora na noite de 28 de março, a começar pelo Cristo Redentor. [3]

Ocorre que o monumento do Cristo Redentor, além de ícone da cidade, é também um Santuário católico criado em 2006 pelo Cardeal Dom Eusébio Scheid, por ocasião do 75º aniversário de inauguração do monumento. Em ocasiões recentes, Dom Eusébio já se posicionou, com veemência, contra a utilização do Santuário para manifestações que, independentemente de suas boas intenções, desrespeitavam ou violavam esse patrimônio da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Consta que católicos cariocas estão enviando cartas a Dom Eusébio manifestando a sua profunda consternação com o fato de a imagem do Cristo Redentor venha a ser utilizada como anunciado, ou seja, APAGADA, contrariando o simbolismo de fé e esperança para toda a Humanidade – e não para a Mãe-Terra como entidade pagã representada pela deusa Gaia - que o Santuário deve transmitir ao mundo. E pedem que o Cardeal interceda junto ao prefeito Eduardo Paes para que o Cristo Redentor seja retirado da lista dos monumentos a serem "apagados".



Notas:
[1]A trampa energética do WWF, Alerta Científico e Ambiental, 17/09/2006
[2]Belo Monte e as ONGs, Alerta Científico e Ambiental, 22/01/2008
[3]Cristo ficará apagado por 1h em 28 de março, O Globo, 29/01/2009

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Comentários (5 postado):

JOSE LUIZFEICHAS on 23 February, 2009 19:35
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caro, estou muito sensivel a tudo o que está acontecendo - Estamos caminhando pela via dificil, estaremos em pouco tempo, sem poder consumir sim, a energia produzinda pelo homem - A natureza, pelos proximos cinco anos, dará sinais de sua agressividade, desistruturada pela incosciencia da maioria que usa e apusa de tudo a seu redor. Poderiamos, ter programas idealizados por todas a categorias de lideranças - O assunto é muito preocupante, e mais triste ainda, porque o homem não terá tempo se sobrepor todas as necissidade de alimentação, moradia e a função social que nortea o caminhar da humanidade.
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kenya carvalho on 19 March, 2009 15:17
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MAis uma vez observamos a falta de compreensão com os problemas da humanidade que a igreja catolica vem adquirido a milenios. A igreja deveria preocupar-se mais com os fatores de nossos principais problemas como a desigualdade social que gera abusos, violência e a pobreza. O Cristo é Patrimonio da Humanidade, e uma hora pode nos prorrogar anos de qualidade de vida. Ah!! Não pertenco a nenhuma ong sou apenas uma cidadã consciente de seus direitos e deveres
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Clauber on 24 March, 2009 20:54
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Ao invés de preocupar-se em apagar o Cristo Redentor e outros monumentos pelo Brasil, acho que seria muito mais significante se todas as emissoras de rádio e televisão, suspendessem sua programação saindo do ar durante o horário previsto para o apagão. Mas não creio que tais empresas abram mão de seus interesses privados em favor de tão nobre causa.
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roberto on 27 March, 2009 14:17
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É uma boa idéia fazer apagão da TV, mas não "ao invés", senão também.
Por outro lado, temos que pensar em recuperar todos os monumentos públicos para todos e não somente para uma religião. Os católicos se acham donos de muita coisa, eu gostaria de ver o Cristo Redentor com muitas cores e ver a seu lado outros monumentos. Os pagaõs e os ateus também somos filhos de Deus e temos direitos.
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Valmont on 28 October, 2009 17:03
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Não tenho dúvidas quanto à importância e à necessidade dos movimentos ambientalistas em todo o mundo. No entanto, causa-nos perplexidade que tão nobre movimento de reflexão, que nos conduziria a uma mudança saudável de paradigmas na ordem econômica, tenha se transformado em instrumento para intervenções mal-intencionadas de americanos e europeus sobre as demais nações.
É mais um exemplo de como iniciativas positivas e bem intencionadas podem ser desvirtuadas para servir a interesses escusos de dominação dos povos.
A atuação da WWF é lastimável, mas não poderia deixar de ser. Uma organização presidida por um filho da família Marinho, legítima representante dos interesses americanos no Brasil há décadas.
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