Belo Monte: Marina Silva "joga a toalha"
30/out/09 (Alerta em Rede) – Ante à realidade dos fatos e com o período eleitoral já em curso, a senadora, ex-ministra e pré-candidata à Presidência da República pelo Partido Verde (PV), Marina Silva, resolveu sair de cima do muro ambientalista e assumiu, pragmaticamente, que ''Não há como fugir do aproveitamento energético do rio Xingu''.
Mesmo sem condená-la abertamente, Marina jamais defendeu a construção da hidrelétrica de Belo Monte ou outras na região amazônica, alinhando-se, às vezes abertamente, às ONGs ambientalistas e indigenistas que fazem campanhas contra obras de infra-estrutura na região. [1]
Agora, a candidata Marina diz que "Não temos como preterir os recursos hídricos”, não por causa dos benefícios socioeconômicos advindos do seu aproveitamento, que não menciona, mas porque o Brasil precisa apresentar ao mundo metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. Para não chocar em demasia seus correligionários, Marina acrescenta ser preciso, porém, que a construção de hidrelétricas preveja um etéreo e retórico Programa de Desenvolvimento Sustentável.
As declarações da senadora foram feitas durante o lançamento do novo produto da Serasa Experian – o Conformidade Ambiental – uma espécie de “serasa verde” para permitir que instituições financeiras avaliem o cumprimento à legislação ambiental por parte das empresas causadoras de impactos ao meio ambiente e dos produtores rurais. A Serasa, que muitos pensam tratar-se de um órgão governamental, ganhou o "Experian" ao ser adquirida pela empresa britânica de mesmo nome.
Notas:
[1]'Não há como fugir do aproveitamento energético do rio Xingu'', diz Marina, Amazonia.org.br, 29/10/2009



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