O 'império verde'
7/jan/08 (AER) – No apagar das luzes de 2007, a ‘banda verde’ do governo federal conseguiu emplacar mais um decreto de criação e ampliação de reservas ambientais no País: exatos 151.263 hectares assim distribuídos:
• Ampliação da Estação Ecológica de Cuniã (AM) - 19.407 hectares (Total = 72.628 hectares);
• Ampliação da Reserva Biológica de Una (BA) - 7.100 hectares (Total = 18.500 hectares);
• Criação do Refúgio de Vida Silvestre de Una (BA) - 23.400 hectares;
• Criação do Refúgio de Vida Silvestre Rio dos Frades (BA) 894 hectares;
• Criação da Reserva Extrativista de Cassurubá (BA) - 100.462 hectares
Acostumados a anúncios esterilizando milhões de hectares, alguns poderiam concluir que essa nova ‘garfada’ foi até modesta. O problema não é a quantidade propriamente dita, mas o processo.
Segundo a própria nota alusiva emitida pelo Ministério do Meio Ambiente, a essa área total devem ser somados os cerca de 20 milhões de hectares de reservas ambientais criadas nos últimos quatro anos e meio, sendo 11 milhões deles de proteção integral. E dá a meta para a conquista territorial:
[Essas novas áreas] representam mais um passo em direção ao cumprimento das metas constante na Resolução Conabio nº 3. De acordo com estas metas, em até 2010, o País deverá proteger 30% do bioma Amazônia, 10% de cada um de todos os outros biomas e ainda 10% do bioma que compreende as zonas costeira e marinha.
As áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade reivindicadas pela Conabio (Comissão Nacional de Biodiversidade) somam nada menos que 3,4 milhões de QUILÔMETROS QUADRADOS, além dos atuais 2 milhões de km2 que já estão devidamente ‘protegidos’. [2]
Se essas metas forem cumpridas, ao final do governo Lula cerca de 64% do território brasileiro estarão sob o controle do ‘império verde’ como mostrado no mapa abaixo.

Áreas priritárias para a conservação da biodiversidade (Fonte: MMA)
Notas:
[1]Governo amplia e cria novas unidades de conservação, MMA, 21/12/2007
[2] Distritos Florestais, uma perigosa inversão de valores, Alerta Científico e Ambiental, 19/01/2007



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