Florestas e desenvolvimento
Rio, 3/abr/08 (AER) – Teve rala divulgação o recente trabalho que o Ministério do Meio Ambiente disponibilizou em seu portal e que levou alguns anos para ser completado: o Mapa da Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros. [1]
Se entende porque ao analisá-lo melhor, uma vez que a ‘devastação’ não foi tão catastrófica quanto propalam os ambientalistas de plantão e confirma a detonação dos mitológicos ‘7%’ remanescentes da Mata Atlântica, uma das bandeiras históricas usadas para a implantação do ambientalismo no País.
Eis o resultado do estudo:

O que sempre omitiram é que a ‘devastação’ da Mata Atlântica, com todas as críticas cabíveis ao processo, foi responsável pelo desenvolvimento brasileiro como, de resto, ocorreu na Europa, EUA e outros países desenvolvidos.
De fato, comparando-se a situação atual dos biomas florestais em todo o mundo como o que eram há 8 mil anos, quando a Terra sofreu a última mudança climática significativa, se constata que o Brasil detinha 9,8% do total mundial contra 7,3% da Europa (sem a Rússia). Hoje, o Brasil detém 28,3% de todas as florestas do mundo e manteve inalteradas 70% das suas, enquanto a Europa aparece com meros 0,3% e 0,1%, respectivamente.


Não é necessário ser um profundo conhecedor da História para saber que esse desmatamento ocorrido na Europa está diretamente associado ao seu desenvolvimento socioeconômico. A Europa não seria o que é hoje, nem teria contribuído decisivamente para o desenvolvimento da Humanidade, se não tivesse utilizado a madeira das suas florestas originais como matéria-prima, que foi crucial para o seu desenvolvimento, e, simultaneamente, abrindo campos para produzir alimentos e construir cidades.
Não precisamos adotar o ‘índice florestal’ europeu e acabar com a floresta amazônica ou a Mata Atlântica, mas porque, chegada a nossa hora, não podemos almejar o outro índice, o do pleno desenvolvimento, e construir aqui uma Europa Tropical?
Notas:
[1]Brasil: o mapa da devastação, O Globo, 02/04/2008



del.icio.us
Digg
O estudo trata da relação da cobertura vegetal sobre determinado bioma, e não sua quantificação. Fica claro que o estudo não leva em conta os indices de desmatamento apresentados no famoso Arco de Fogo, que se estende do Pará à Rondônia, nem tampouco à áreas desmatadas na região central de Rondônia, que atingem 54% área total do estado. Concordo que o modelo europeu serviu bem à Europa. E lá deve ficar como marco da desqualificação técnica para gerir recursos naturais. Riqueza é mais do que produtividade. E a Europa não é modelo para a América. Não somos "macaquitos", como pensam os Argentinos.
A meu ver, se cobertura vegetal vale para a turma do SOS Mata Atlântica, porque não valeria aqui?
Quanto a 'desqualificação' técnica da experiência européia - vale dizer, da civilização Ocidental, da qual fazemos parte - creio que o avanço da humanidade tem ocorrido graças à continua contribuição de vários povos e civilizações que vão agregando conhecimento etc. Assim, a comparação a 'macaquitos' deveria ser estendida a todos esses povos e civilizações.
Achei muito oportuna e corajosa a sua apreciação sobre o assunto. Quero dizer que hoje, pela disponibilidade tecnologica existente é factível desnvolvimento com a exploração florestal, haja vista que o Brasil consome 350 milhões de m3/ano e destes apenas 100milhões provem de florestas plantadas é óbvio que o restante é retirado das florestas nativas, principalmente da Amazônia e cerrado. O importante é a utilização de resultados de pesquizas e, a EMBRAPA Florestas é a instituição brasileira com prerrogativas para tal, de sorte a que se quebrem paradigmas e se comece a agir sem os extremismos que estamos acostumados a ver e ler, com opiniões de pessoas que não tem qualificação para tal.
todos hermanos, mesmo uma pequena minoria de pessoas que vivem na Argentina e discriminam raças e povos dos demais países, afinal nazistas temos até no nosso país e discrinação de raças também existe no Brasil.
Quero condenar a rala divulgação desses dados do Ministério do Meio Ambiente, por prova que nosso ministério atendem aos interesses dos nações imperialistas e ONGs estrangeiras. Coloca a credibilidade de informações de movimentos ambientalistas ladeira a baixo. Sem falar que os dados de gás carbonico na atmosfera da terra é tudo estimativa porque ainda não existe equipamentos para medir com exatidão.
A tal catastrofe ambiental não passa de terrorismo ambiental.
O que está em cheque na amazonia não é o desenvolvimento sustentável e sim a soberania.A cobiça estrangeira quer tomar nossas riquezas que estão na amazonia, como o petróleo,gás,alumínio, cobre, diamante e ouro.
Algum brasileiro aceitaria a soberania parcial que está sendo imposta por potencias estrangeiras.
Está surgindo o imperialismo ideologico
por paises desenvolvimento ?
Perguntem a esses países ricos se abririam a mão de suas industrias para conter o aumento de gás carbonico na atmosfera.
È preocupante a eficiência do exercito brasileiro na defesa dessa imensidão de floresta na amazonia. Cabe lembrar que bases militares americanas já estão se
instalando na amazonia colombiana.
Parece que ainda somos o quintal dos americanos.
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