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COIAB ameaça a 'Marcha a Roraima'

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4/ago/08 (Alerta em Rede) - Reproduzimos abaixo o manifesto dos organizadores da 'Marcha a Roraima' que circula na rede: 

 

COIAB ameaça a "Marcha a Roraima"

4 de agosto - Em uma nota divulgada em 30 de julho último, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) protesta contra a realização da "Marcha a Roraima", utilizando termos que deixam implícita uma ameaça física contra os participantes da iniciativa, que levará numerosos cidadãos brasileiros àquele Estado da Federação para protestar contra as ingerências estrangeiras no processo de delimitação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. O texto da nota fala por si mesmo:

 

"Alertamos às autoridades do país sobre os riscos para segurança pública que representa uma manifestação de tal natureza, em data próxima à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a situação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A COIAB estará ao lado dos povos indígenas de Roraima em mais esta luta para garantia e manutenção dos direitos estabelecidos pela Constituição Brasileira. 'Lutaremos até o último índio se for preciso!'"

Como organizadores da "Marcha", repudiamos categoricamente o tom de confronto e as ameaças pouco veladas manifestadas pela COIAB e enfatizamos os seguintes fatos:

Primeiro, a "Marcha a Roraima" é uma iniciativa pacífica de cidadãos brasileiros ordeiros, respeitadores da lei e no pleno gozo do seu direito constitucional de ir e vir em todo o território nacional. Todos temos famílias plenamente integradas em atividades produtivas legais e a nossa motivação maior é o futuro de toda a Região Amazônica, onde um número crescente de atividades produtivas tem sido virtualmente criminalizadas pelo radicalismo indigenista e ambientalista. Isto se deve não apenas pela da ausência de políticas de Estado comprometidas com o pleno desenvolvimento da região, como também pela ação cada vez mais ativa e insidiosa de organizações não-governamentais (ONGs) orientadas e financiadas do exterior, que manipulam problemas indígenas e ambientais para impor uma agenda política que pouco ou nada tem a ver com os interesses maiores da Nação Brasileira.

Segundo, a COIAB é uma ativa integrante desse movimento internacional, recebendo financiamento de diversas organizações governamentais e privadas estrangeiras, como The Nature Conservancy (EUA), Amigos da Terra (Suécia), CAFOD (Cooperação Católica Britânica), Fundação Ford (EUA), NORAD (Programa Norueguês para Povos Indígenas), Oxfam (Grã-Bretanha), USAID (Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA) e outras. Além disso, atua em estreita coordenação com a ONG britânica Survival International, sediada em Londres, cuja rotineira manipulação de assuntos indígenas brasileiros ficou evidenciada pela recente colocação em seu sítio (www.survival-international.org) de um vídeo que, supostamente, mostraria um ataque de pistoleiros a uma aldeia macuxi, em Roraima. Na verdade, o que a filmagem mostrava era a invasão da fazenda do produtor de arroz Paulo César Quartiero (citado nominalmente na nota da COIAB) por um grupo de indígenas incitado pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR), a qual provocou uma reação armada dos funcionários da propriedade. Com base nessa mentira, a Survival International ajudou a promover uma viagem à Europa de dois líderes indígenas do CIR.

Terceiro, em julho de 2004, a COIAB se envolveu em um escândalo de desvio de recursos públicos de um convênio assinado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da qual recebeu R$ 16,8 milhões para a realização de obras de saneamento em aldeias indígenas, entre 1999 e 2004. Na ocasião, uma auditoria revelou que apenas 54% das verbas foram efetivamente utilizadas para tal finalidade, tendo sido constatado o uso de notas fiscais "frias" para justificar gastos.

Por conseguinte, consideramos que a COIAB não tem estatura moral para se apresentar como representante dos interesses reais dos indígenas brasileiros e, muito menos, para fazer quaisquer tipos de ameaças contra cidadãos pacíficos, por quaisquer pretextos.

Da mesma forma, chamamos a atenção da opinião pública e das autoridades para a possibilidade de ações provocativas contra a "Marcha a Roraima", com a finalidade de gerar incidentes que possam alimentar a máquina de propaganda enganosa com a qual o movimento indigenista internacional pratica o seu falso proselitismo.

 

Comitê organizador da "Marcha a Roraima
ADERVAL BENTO, APRUR JUINA, SINDICATO RURAL DE JUINA, FAMATO, MSIa
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Comentários (6 postado):

paulo cezar de azevedo on 05 August, 2008 17:38
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Parabenizo os organizadors da Marcha a Roraima, pela importante iniciativa.
Basta de entreguismo.
A demarcação não contínua é o melhor bom senso na questão.
O Brasil precisa de fato tomar conta de seu território. Deve atender aos diversos interesses, mas levar em conta que anos e anos de investimentos na região não devem simplesmente ser jogados no lixo. Aliás, mesmo fazendo em forma descontínua, a área reservada aos índios(diga-se de passagem que grande parte deles já é integrada à população geral)é enorme. A se utilizar este mesmo critério em 1.500, metade dos aborígenes de então teriam também que saír do Brasil, pois os mais de 8 milhões de km2 não comportariam mais do que 2 milhões de habitantes.
Da mesma forma, hoje, os 190 milhões de habitantes teriam que voltar aos países de seus ancestrais.
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Lorival Roeder on 05 August, 2008 19:55
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Está na hora de acabar com esta dtadura ambiental que se instalou no Brasil.

As ONGs, igreja catolica, e a esquerda que hoje domina FUNAI e IBAMA, precisam urgentemente de um basta, antes que seja tarde demais. parece que só indios e bichos tem valor.
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Horley Luzardo on 05 August, 2008 21:32
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Está realmente na hora de desnudar o engodo ambientalista-indigenista que assola o país. Vivenciamos na pele, em 2001, com a ampliação irregular do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - felizmente anulada pelo STF em 2003, os métodos, as ameaças e a atuação de servidores públicos a serviço dessas ONGs. Esperamos que uma vez mais o STF defenda o Brasil.
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wemerson uchoa on 06 August, 2008 12:10
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temos q separar o joio do trigo, tem organizações que trabalham com seriedade, o governo federal que implementar um controle maior sob estas..
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ElielSantos on 06 August, 2008 21:05
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Excelente a iniciativa. Finalmente o Brasil começa a acordar para o debate sobre a internacionalização das terras indígenas, levada a efeito por organismos internacionais. É preciso acabar com esta política segregacionista, totalmente contrária ao pensamento de nosso Nobre Indigenista Rondon, um dos mais fiéis integracionalistas nesta matéria. Tenho certeza que ele revira-se no túmulo cada vez que vê estes pseudos-indigenistas que tentam de todas as formas segregar nossos irmãos indígenas da sociedade brasileira.
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gilberto on 06 August, 2008 21:21
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O governo Lula é fraco. Não tem a coragem de Hugo Chaves para, por exemplo, retirar do ar uma emissora golpista como a Rede Globo, muito menos teria para enfrentar ONGs que na verdade atuam com financiamento e respaldo político do G7. Parabéns aos organizadores da Marcha de Roraima. Vocês compreenderam que não se pode esperar nada desse governo fraco, é preciso engajar na luta. Se todos os brasileiros compreendessem isso, não estaríamos atônitos diante da tv assistindo políticos e juízes corruptos.
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