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Conclusão do EIA-RIMA da Araguaia-Tocantins agita opositores

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15/mai/99 (AER) ? Com a recente intensificação do transporte hidroviário verificado no Araguaia - mais especificamente, entre Couto de Magalhães (TO) e São Félix do Araguaia (MT) -, bem como com a conclusão da elaboração do EIA-RIMA da Hidrovia Araguaia-Tocantins, apresentado informalmente ao IBAMA no último dia 13, é visível a escalada da prognosticada articulação do aparato ambientalista-indigenista internacional contra o empreendimento.


Como reportamos anteriormente, em março passado, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) organizou um "encontro" entre as lideranças indígenas da região que resultou numa "Declaração dos Filhos dos Rios", talvez o mais abrangente protesto indígena contra a Hidrovia. Em meados de abril, foi realizado em Goiânia um evento anti-hidrovia coordenado por Maurício Galinkin, do Cebrac, ONG com notórias vinculasses programáticas e financeiras com o WWF. De permeio, surgiram na imprensa diversas matérias adversas, sendo as mais divulgadas aquelas de autoria do conhecido jornalista-ambientalista Washington Novaes, introdutor da falsa e intrigante disjuntiva ferrovia versus hidrovia para o escoamento da produção do Cerrado. Seu mais recente libelo apareceu no diário goiano O Popular (13/05/99) onde, qual fantoche de ventríloquo, repete mecanicamente os dogmas ambientalistas engendrados por especialistas em lavagem cerebral do Instituto Tavistock, de Londres, segundo os quais os países do Terceiro Mundo têm que imolar no altar do sacrossanto meio ambiente qualquer empreendimento que implique em real desenvolvimento econômico para suas sociedades. Quando a burla evidencia-se não-sustentável, recorrem ao mais recente mandamento agregado ao fundamentalismo verde, a etérea e utópica "perda de biodiversidade".

O outro elemento invocado para impedir a implantação da Hidrovia Araguaia-Tocantins e outros empreendimentos similares é o indigenismo, idealizado pelos mesmos círculos da aristocracia britânica que criaram o ambientalismo, que vislumbraram na questão indígena uma ótima oportunidade para estabelecer nações dentro de nações segundo o lema imperial de "dividir para conquistar". Este é o fundamento geopolítico do indigenismo segregacionista defendido pelo Cimi e demais seguidores da cismática Teologia da Libertação, criado para quebrar a prática portuguesa da miscigenação que permitiu a elevação cultural de centenas de milhares de indígenas e que acabou por formar uma boa parte da população brasileira. Com isto, regressariam as terras aos indígenas, que seriam mantidos em sua decrépita cultura neolítica, enormes áreas seriam interditadas ao desenvolvimento econômico e estariam assentadas as bases para os planejados conflitos étnicos ao estilo africano. Daí a insistência dos indigenistas em tentar inserir na Constituição Brasileira o conceito de "plurinacionalismo étnico".

Entretanto, esta "carta indigenista" não poderia prescindir da participação de antropólogos, profissionais responsáveis por parte da elaboração do EIA-RIMA de empreendimentos que, como a Araguaia-Tocantins, atravessam reservas indígenas. Ocorre que a orientação dominante dos antropólogos atuantes no Brasil deixou de ser científica para tornar-se política a partir da "Declaração de Barbados para a Libertação dos Indígenas", culminação do seminário realizado em janeiro de 1971 na ilha de Barbados, preparado e patrocinado pelo Conselho Mundial de Igrejas, entidade fundada e dirigida pela Igreja Anglicana e que coordena, entre outras tarefas, as atividades mundiais dos adeptos da Teologia da Libertação. A Declaração pode ser resumida na seguinte afirmação auto-explicativa: "A antropologia atualmente requerida na América Latina não é a que trata os indígenas como meros objetos de estudo, mas aquela que os vê como um povo colonizado e que compromete-se com a luta para sua libertação".

É seguro que, tão logo o ansiado conteúdo do EIA-RIMA da Araguaia-Tocantins seja de conhecimento público, um exército de "especialistas" do aparato ambientalista-indigenista internacional irá esmiuçá-lo à lupa em busca de argumentos para inviabilizar o empreendimento.

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