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Agricultura e pecuária apontadas como principal causa para o desmatamento na Amazônia

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28/jan/98 (AER) ? Demorou, mas aconteceu. O recente relatório sobre o desflorestamento da Amazônia brasileira, elaborado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) em conjunto com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), aponta como principal causa do desmatamento da Amazônia a "conversão" da floresta em áreas para a agricultura e pecuária. Ou seja, o avanço da fronteira agrícola, que vinculam às queimadas sazonais na região, é oficialmente apontado como o vilão-mór da destruição da Amazônia. Estas queimadas têm sido o principal elemento da intensa campanha internacional que coloca o Brasil como o maior predador mundial de florestas tropicais, essenciais, segundo a propaganda, para a "respiração" do planeta.

Como esperado, os resultados do relatório ganharam grande destaque na mídia internacional, às vésperas da viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso à Suíça e no auge das discussões no Congresso brasileiro para a votação da nova lei ambiental. O New York Times, por exemplo, dedicou ao relatório sua principal matéria internacional, sob o título "Relatório mostra que as recentes queimadas na Amazônia são as piores já vistas", mencionando sibilinamente que elas "ultrapassam até mesmo os anos de desflorestamento que desencadearam um movimento internacional para salvar as florestas". A matéria traz também declarações de Garo Batmanian, presidente do WWF Brasil, de que as propostas do Governo para conter o desmatamento representam mais uma "lista de desejos" do que um plano de ação. Em Londres, a ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra), uma das principais do aparato ambientalista comandado pelo príncipe Philip, fez duras críticas ao Governo brasileiro pelo desmatamento na Amazônia, que classificou de "chocante". O Greenpeace não perdeu a oportunidade e declarou sem pejo que o desmatamento ocorrido na Amazônia nos últimos três anos corresponde a 11% do total desde o descobrimento do Brasil! O Greenpeace chegou à esta conclusão analisando dados próprios, oriundos, muito provavelmente, de alguma pitonisa sob efeito de estranhos vapores.

A verdadeira motivação desta campanha, entretanto, emergiu na Folha de São Paulo, ao mencionar que alguns projetos prioritários do governo, denominados "Brasil em Ação", têm como justificativa "a expansão agropecuária e o escoamento da produção". Destes, são citados nominalmente as hidrovias Araguaia-Tocantins e Madeira-Amazonas, as rodovias BR-174 (que liga Manaus à Venezuela) e BR-364 (que liga Cuiabá à Rondônia-Acre-Peru) e a ferrovia Ferronorte (que liga o Centro-Oeste à São Paulo), exatamente as obras de infra-estrutura sem as quais dificilmente poder-se-ía viabilizar a transformação do Cerrado brasileiro no celeiro mundial do século XXI.

A campanha internacional para impedir o desenvolvimento econômico e o povoamento da Amazônia "esquece" de mencionar a existência de 20 milhões de hectares de campos naturais, perfeitamente agricultáveis, existentes nos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Para que esta imensa área se transforme em novas fronteiras agrícolas, é imprescindível que haja infra-estrutura de transporte, para escoar a produção e receber insumos, e uma política adequada de crédito agrícola. Por isto mesmo, Eduardo Martins, presidente do IBMA e ex-presidente do WWF no Brasil, declarou à FSP que "Esses eixos de desenvolvimento merecem cuidado e podem induzir ao desmatamento, se não estiverem articulados a uma preocupação ambiental", exigindo uma nova definição da política de crédito rural na Amazônia e a mudança de critérios de assentamentos, que já estariam em estudos no Conselho Monetário Nacional e no Ministério de Política Fundiária. Outra das preocupações de Martins é o fluxo migratório em direção à Amazônia, que apresentou o maior índice no período do atual governo.

Um dos principais elementos psicológicos desta campanha internacional aparece perfeitamente delineado na matéria da citada FSP: a associação subliminar destas obras de infra-estrutura de transporte à devastação, destruição e desmatamento, e não ao progresso, à produção de alimentos, à geração de novos empregos, tão necessários para milhões de pessoas. Tal inversão de valores é uma das características dos ideólogos do ambientalismo, centrados no Instituto Tavistock, de Londres, para produzirem no sociedade o que denominam de "mudança de paradigma cultural", ou seja, a aceitação de que a natureza tem prevalência sobre o Homem.

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Comentários (5 postado):

Cendi Ribas Berni on 22 August, 2007 10:16
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Nunca vi tanta ignorância e irresponsabilidade.
Acho que vcs não passam de uma filial do Grupo Guararapes - um bando de ultranacionalistas, ex-milicos filhotes da ditadura e paranóicos que enchergam teoria da conspiração em tudo.
A arrogância e egoismo de vcs envergonham a raça humana.
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mikaela cristina nascimento ferreira on 22 October, 2009 11:06
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deveriam dar mais valor a pecuaria, mas nem tanto assim no ponto de causar o desmatamento.
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Ayrton Matheus da silva nascimento on 30 October, 2009 12:15
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Agricultura e pecuária apontadas como principal causa para o desmatamento na Amazônia
28 January, 1998 0:00 Nilder Costa
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28/jan/98 (AER) ? Demorou, mas aconteceu. O recente relatório sobre o desflorestamento da Amazônia brasileira, elaborado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) em conjunto com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), aponta como principal causa do desmatamento da Amazônia a "conversão" da floresta em áreas para a agricultura e pecuária. Ou seja, o avanço da fronteira agrícola, que vinculam às queimadas sazonais na região, é oficialmente apontado como o vilão-mór da destruição da Amazônia. Estas queimadas têm sido o principal elemento da intensa campanha internacional que coloca o Brasil como o maior predador mundial de florestas tropicais, essenciais, segundo a propaganda, para a "respiração" do planeta.

Como esperado, os resultados do relatório ganharam grande destaque na mídia internacional, às vésperas da viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso à Suíça e no auge das discussões no Congresso brasileiro para a votação da nova lei ambiental. O New York Times, por exemplo, dedicou ao relatório sua principal matéria internacional, sob o título "Relatório mostra que as recentes queimadas na Amazônia são as piores já vistas", mencionando sibilinamente que elas "ultrapassam até mesmo os anos de desflorestamento que desencadearam um movimento internacional para salvar as florestas". A matéria traz também declarações de Garo Batmanian, presidente do WWF Brasil, de que as propostas do Governo para conter o desmatamento representam mais uma "lista de desejos" do que um plano de ação. Em Londres, a ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra), uma das principais do aparato ambientalista comandado pelo príncipe Philip, fez duras críticas ao Governo brasileiro pelo desmatamento na Amazônia, que classificou de "chocante". O Greenpeace não perdeu a oportunidade e declarou sem pejo que o desmatamento ocorrido na Amazônia nos últimos três anos corresponde a 11% do total desde o descobrimento do Brasil! O Greenpeace chegou à esta conclusão analisando dados próprios, oriundos, muito provavelmente, de alguma pitonisa sob efeito de estranhos vapores.

A verdadeira motivação desta campanha, entretanto, emergiu na Folha de São Paulo, ao mencionar que alguns projetos prioritários do governo, denominados "Brasil em Ação", têm como justificativa "a expansão agropecuária e o escoamento da produção". Destes, são citados nominalmente as hidrovias Araguaia-Tocantins e Madeira-Amazonas, as rodovias BR-174 (que liga Manaus à Venezuela) e BR-364 (que liga Cuiabá à Rondônia-Acre-Peru) e a ferrovia Ferronorte (que liga o Centro-Oeste à São Paulo), exatamente as obras de infra-estrutura sem as quais dificilmente poder-se-ía viabilizar a transformação do Cerrado brasileiro no celeiro mundial do século XXI.

A campanha internacional para impedir o desenvolvimento econômico e o povoamento da Amazônia "esquece" de mencionar a existência de 20 milhões de hectares de campos naturais, perfeitamente agricultáveis, existentes nos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Para que esta imensa área se transforme em novas fronteiras agrícolas, é imprescindível que haja infra-estrutura de transporte, para escoar a produção e receber insumos, e uma política adequada de crédito agrícola. Por isto mesmo, Eduardo Martins, presidente do IBMA e ex-presidente do WWF no Brasil, declarou à FSP que "Esses eixos de desenvolvimento merecem cuidado e podem induzir ao desmatamento, se não estiverem articulados a uma preocupação ambiental", exigindo uma nova definição da política de crédito rural na Amazônia e a mudança de critérios de assentamentos, que já estariam em estudos no Conselho Monetário Nacional e no Ministério de Política Fundiária. Outra das preocupações de Martins é o fluxo migratório em direção à Amazônia, que apresentou o maior índice no período do atual governo.

Um dos principais elementos psicológicos desta campanha internacional aparece perfeitamente delineado na matéria da citada FSP: a associação subliminar destas obras de infra-estrutura de transporte à devastação, destruição e desmatamento, e não ao progresso, à produção de alimentos, à geração de novos empregos, tão necessários para milhões de pessoas. Tal inversão de valores é uma das características dos ideólogos do ambientalismo, centrados no Instituto Tavistock, de Londres, para produzirem no sociedade o que denominam de "mudança de paradigma cultural", ou seja, a aceitação de que a natureza tem prevalência sobre o Homem.
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maicom ferrare lima on 04 November, 2009 10:07
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meus comentarios são que eu quero o nome das máquinas agricolas .
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bianca on 24 November, 2009 20:59
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deviriam dar mais valor a agricultura bjbjb
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