China vai construir 150 usinas nucleares
30/mai/07 (AER) - Segundo informações divulgadas pelo jornal Washington Post e outros, o governo chinês decidiu multiplicar por 20 a sua geração nucleoelétrica até 2030 e responderia por 20% da eletricidade total gerada na China. Tal expansão exigiria a construção de 150 usinas nucleares mas, de acordo com outras análises, como a da Universidade de Tsing-Hua, o objetivo seria ainda mais ambicioso e esse número poderia chegar a 300 em 2050. [1]
Atualmente, apenas 2,3% da eletricidade da China é gerada por 9 usinas nucleares em operação, sendo que duas outras foram recentemente concluídas e deverão ser conectadas à rede até o final do ano. Nos EUA, por exemplo, a nuceloeletricidade responde por 20% do total gerado e, na França, esse número chega a 80%. Em outros nove países, as usinas nucleares respondem por 40% ou mais da eletricidade gerada e, mundialmente, esse número é de 17% do total.
Existem boas razões estratégicas para a corrida chinesa rumo à nucleoeletricidade. Han Wenke, diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, sigla em inglês) declarou ontem em Xangai que a demanda chinesa por petróleo deve crescer para 550 milhões de toneladas em 2020 (11 milhões de barris diários), cerca de 230 milhões de toneladas a mais que o consumo atual. Segundo Wenke, a China será capaz de produzir no máximo 180 milhões de toneladas de petróleo em 2020. Além disso, a China já é importadora líquida de carvão, principal fonte de eletricidade no país. O balanço anual fechado em março passado revelou que as importações chinesas de carvão superaram as exportações em 2,89 milhões de toneladas.
Quando se trata de segurança energética, a China não brinca em serviço. E o Brasil?
Notas:
[1] China Embraces Nuclear Future, The Washington Post, 29/05/07



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