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Por uma economia de "alto urânio"

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11/out/09 (Alerta em Rede) – Coube ao Greenpeace chamar a atenção para um parágrafo que “surgiu” no texto que será negociado na próxima reunião preparatória para a 15ª Conferência da ONU sobre Clima (Copenhague), a ser realizada em novembro, em Barcelona. [1]

É o parágrafo 26 e diz o seguinte: “Ações de mitigação apropriadas nacionalmente não devem incluir tecnologias que têm impactos adversos no meio ambiente, incluindo energia nuclear e grandes hidrelétricas”.

Segundo a ONG, Canadá, África, Japão e Índia já se posicionaram contra a inclusão do parágrafo; e, a apoiá-la, apenas a Arábia Saudita.

O Greenpeace lamenta a exclusão quase certa do parágrafo – provavelmente “contrabandeado” para o texto por algum eco-radical – e ataca a energia nuclear: "Além de suja e perigosa, a energia nuclear é cara, desviando recursos que deveriam ser investidos em fontes renováveis e seguras de energia, que são as reais soluções climáticas. Quem quer que tenha se lembrado de incluir este detalhe no texto, entende as reais necessidades do mundo no momento. Esperamos que todos percebam a importância da inclusão de uma cláusula como esta.", disse André Amaral, coordenador da campanha nuclear da ONG no Brasil.

Além de inexistir geração de energia que não cause algum tipo de “impacto adverso” ao meio ambiente, a própria postura de Amaral dá a pista de que o tal parágrafo foi feito sob medida para o Brasil, único país de peso que tem os recursos necessários e a decisão declarada de construir “grandes hidrelétricas” e centrais termonucleares.

Como se vê, os “aquecimentistas” querem impor ao mundo a chamada economia de baixo carbono, mas, como demonstram as leis da física sobre a densidade energética das fontes, seria algo inalcançável para um desenvolvimento socioeconômico da humanidade que seja moralmente aceitável sem que fosse precedida por uma outra economia, a de "alto urânio" com seus desdobramentos nos avanços da ciência, tecnologia e inovações.



Notas:
[1]Nuclear não, Renováveis sim: Em nome do clima!, Greenpeace, 10/10/2009

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