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Greenpeace insufla falso "risco nuclear" em Angra

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12/jan/10 (Alerta em Rede) – Na esteira da catástrofe causada por fortes chuvas em Angra dos Reis, na virada do ano, o prefeito da cidade, Arthur Jordão (Tuca), resolveu pedir à Eletronuclear que desligasse temporariamente as usinas nucleares de Angra 1 e 2 por temer que um eventual acidente nuclear poderia criar um caos na população pois não haveria como evacuá-la pela BR-101 que estava, na ocasião, permitindo tráfego em meia pista.

Em resposta ao prefeito, a Eletronuclear, em nota asinada por seu presidente Othon Luiz Pinheiro da Silva, informou que a empresa decidiu manter as usinas ligadas uma vez que, num plano emergencial mais crítico, seria necessária a evacuação da população que mora num raio de 15 quilômetros do complexo de Angra 1 e 2, o que não atingiria a cidade de Angra dos Reis. [1]

Adicionalmente, a Eletronuclear respondeu, na terça-feira 5, ao oficio do procurador da República Lauro Coelho Júnior solicitando informações sobre a operacionalidade do Plano de Emergência Externa das usinas nucleares, diante das chuvas que caíram na região nos últimos dias. Em sua resposta, a empresa ressaltou que: [2]



- As usinas Angra1 e Angra2, estão funcionando de forma estável, a 100% de potência, garantindo cerca de 40% do consumo de eletricidade do Estado do Rio de Janeiro. Até o momento a disponibilidade dos meios e condições para implementar as providências que competem à empresa no Plano de Emergência Externo - PEE da Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto - CNAAA, não foi prejudicada pelas chuvas. Caso isto tivesse acontecido, as usinas já teriam sido desligadas, seguindo procedimentos de segurança de funcionamento estabelecidos pelo próprio PEE.

- As usinas nucleares não correm o risco de acidentes naturais decorrentes de escorregamento de encostas porque os critérios de segurança exigidos em torno de uma obra nuclear requerem cuidados muito maiores que os usualmente adotados na construção civil. A Empresa monitora continuamente as encostas ao redor das usinas através de equipamentos de medição que fornecem dados sobre as movimentações do terreno. Apontados eventuais riscos, obras de reforço são realizadas.

- Numa situação de real emergência na Central, o PEE estabelece, primeiramente, a evacuação preventiva da população residente dentro do raio de 3km de distância das usinas. Numa segunda etapa, a evacuação será feita num raio de 5km. Não existem cenários em que seja requerida a evacuação preventiva de populações além do bairro do Frade, na direção de Angra dos Reis, e da localidade de Praia Vermelha, na direção de Paraty. Essas populações serão acomodadas em locais de abrigagem predefinidos, todos localizados dentro de um raio de 10 a 15 km de distância da Central - o que corresponde às áreas compreendidas entre o bairro da Japuíba, em Angra dos Reis e de Tarituba, em Paraty.

- Em havendo ameaça à manutenção do critério técnico de segurança do público, isto é, obstrução total da rodovia BR-101 por período prolongado dentro da ZPE cujo raio é de 15 km, a Eletronuclear não hesitará em tomar as providências cabíveis, previstas pelo próprio Plano de Emergência, dentre as quais se encontra o processo de desligamento das usinas.

- O PEE da Central Nuclear é elaborado com base na Convenção Internacional de Segurança Nuclear, da qual o Brasil é signatário, e nas regulamentações técnicas internacionais dela decorrentes. Suas práticas em nada diferem dos planos equivalentes adotados nas mais de 300 usinas nucleares PWR do mesmo tipo das de Angra, em operação em todo o mundo, incluindo países como os EUA, França e Japão.

- Os fundamentos para a elaboração desta regulamentação internacional são baseados nas análises técnicas subseqüentes ao acidente ocorrido na Central Nuclear de Three Miles Island (TMI), nos EUA em 1979. Neste acidente, ocorreu o pior caso de segurança em usinas do tipo PWR : perda de resfriamento do núcleo do reator e sua conseqüente fusão.



Oportunista como sempre, o Greenpeace não perdeu a chance de “faturar” com a catástrofe alheia. Em nota divulgada no mesmo dia 5, intitulada “Além das chuvas, o risco nuclear”, a ONG colocou mais lenha na fogueira ao criticar a Eletronuclear por insistir “em deixar o parque nuclear funcionando, desconsiderando a segurança e a lei da precaução e colocando assim a vida de milhares de pessoas em risco” e que “O prefeito Tuca condicionou o funcionamento pleno das unidades à perfeita trafegabilidade da Rodovia Rio-Santos, o que pode levar mais de dois meses para ser atingido”. [3]

Mesmo que na véspera (dia 4) o prefeito Tuca já tivesse desistido de pedir o desligamento das usinas nucleares, é lamentável que tenha contribuído para criar um estado de pânico psicológico irracional, desnecessário e contraproducente na população, como desejam o Greenpeace e caterva. [4]



Notas:
[1]Eletronuclear decide manter usinas funcionando, Valor, 04/01/2010
[2]Eletronuclear responde MPF, Eletronuclear, 08/01/2010
[3]Além das chuvas, o risco nuclear, Greenpeace, 05/01/2010
[4]Prefeitura de Angra desiste de pedir desligamento de usinas nucleares, Agência Brasil,- 04/01/2010

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Comentários (2 postado):

Humberto on 20 January, 2010 7:58
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Lula levou Dilma para a conferência de Copenhague para seduzí-la a aceitar a agenda ambientalista antidesenvolvimentista global.
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ana on 10 February, 2010 22:37
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Desde os meus tempos de colégio guardo na memória a declaração de um professor de geografia. Ele dizia q a região de Angra jamais deveria ter sido escolhida para a instalação de usinas nucleares uma vez que o terreno é instável. Os fatos comprovam essa afirmação.
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