Alerta em Rede: O Instituto Tavistock e a modelagem das campanhas ambientalistas O Instituto Tavistock e a modelagem das campanhas ambientalistas ================================================================================ editor on 09 September, 1997 0:00 9/set/97 (AER) - Ao contrário do que sugere a propaganda, o ambientalismo não é um fenômeno sociológico espontâneo, decorrente de uma conscientização cientificamente fundamentada de crescentes parcelas da população sobre a inadequação do modelo de desenvolvimento proporcionado pela industrialização para a estabilidade ambiental do planeta. Na verdade, ele é produto de um sofisticado processo de "engenharia social" desenvolvido por importantes centros de ação política e pesquisa como o Instituto Tavistock, a Fundação Rockefeller, , o Instituto Aspen, o Fundo Mundial pela Natureza (WWF), o Clube de Roma e outros. Para facilitar a difusão do ideário ambientalista entre a população, o establishment criou e financia uma vasta rede internacional de organizações não-governamentais (ONGs), que atuam como verdadeiras "tropas de choque" do movimento. A "engenharia social" pode ser definida como a técnica de moldagem das crenças e padrões de comportamento de um grupo social para facilitar o seu controle pelos grupos detentores do poder político e econômico. Sua aplicação é feita, principalmente, por intermédio dos meios de comunicação de massa, geralmente controlados pelos grupos dominantes. O principio básico da "engenharia social" é a neutralização da razão que orienta as atitudes individuais e a sua substituição pela irracionalidade coletiva. No livro "Battle for the Mind: A Physiology of Conversion and Brainwashing" (Batalha pela mente: uma fisiologia da conversão e da lavagem cerebral), de 1957, o Dr. William Sargant, um especialista do Instituto Tavistock que passou vários anos estudando o "otimismo tecnológico" da população dos EUA, descreve o conceito: "Vários tipos de crenças podem ser implantados em um grande número de pessoas, depois que as funções cerebrais tenham sido suficientemente perturbadas pelo medo, raiva ou excitação acidentais ou deliberadamente induzidas. Dos resultados causados por tais distúrbios, o mais comum é a capacidade de julgamento temporariamente prejudicada e a suscetibilidade elevada. Suas várias manifestações de grupo são às vezes classificadas sob o rótulo de `instinto de rebanho' e aparecem mais espetacularmente em tempo de guerra, durante epidemias severas e em todos os períodos similares de perigo comum, que aumentam a inquietação e, assim, a suscetibilidade individual e de massa". Em maio de 1967, os principais "engenheiros sociais" do mundo reuniram-se em Deauville, França, cujo principal objetivo foi atualizar as redes do Instituto Tavistock sobre a situação de vários trabalhos em andamento e ajudar a defini-los melhor. Segundo os informes obtidos, chegou-se a um consenso geral acerca de certas diretrizes: ? A promoção da contracultura do rock, drogas e sexo, em um período pouco superior a uma geração, se transformaria na cultura global dominante; isto significaria o fim da civilização cristã ocidental, encerrando o que se considerava a "Era de Peixes" e abrindo a "Era de Aquário". ? O progresso científico tal como definido pelo sucessivo domínio do homem sobre as leis do Universo, deveria ceder a uma visão do homem reduzido a uma parte da natureza, cujas leis seriam imutáveis e incogniscíveis. ? Os sistemas de governo baseados nos paradigmas industriais e pré-industriais anteriormente predominantes não mais funcionariam nesta Nova Era "pós-industrial". Os governos cairiam e os Estados-nações desmoronariam, na medida em que o homem criasse novas e maneiras mais empáticas de se relacionar entre seus semelhantes. Em 1968, Zbigniew Brzezinski, que participou da reunião de Deauville, publicou o livro The Technetronic Age (A era da tecnotrônica), uma obra quase ilegível, onde argumenta que esta nova era lançará as bases para uma ditadura benevolente por parte de uma elite mundial. A sociedade, afirma ele, caracterizar-se-á por uma "revolução da informação", pela "cibernética" e pela substituição da "orientação para as conquistas" por um "enfoque de entretenimento" baseado em "espetáculos (esportes de massa e TV) que forneçam um narcótico para massas crescentemente sem propósito...Novas formas de controle social podem ser necessárias para limitar o exercício indiscriminado pelo indivíduo de suas novas capacidades. A possibilidade de um extensivo controle químico da mente requererá a definição social dos critérios comuns de restrição, bem como de utilização". As declarações de Brzezinski são ecoadas no livro The Chams Ahead (O abismo à frente), de Aurelio Peccei, igualmente presente à citada reunião, o homem designado por Tavistock para criar o Clube de Roma, super-organização para a promoção mundial do ambientalismo. A "Nova Era", a "Era da IBM" estão entre nós, escreve Peccei. Portanto, diz ele, isto requererá dramáticas mudanças na maneira como o homem governa a si próprio, bem como a sua relação com a natureza. O que se necessita, afirma, é uma nova forma de "gerenciamento de crises" e planejamento. Este último é global por natureza e, portanto, será antagonizado pelos governos existentes, sentencia. Em outro documento ideológico do Clube de Roma, intitulado The Human Quality, Peccei utiliza os mesmos argumentos do príncipe Phillip, fundador e presidente mundial da WWF, de que o homem tem uma opinião muito elevada sobre si mesmo - o homem é parte da natureza e é apenas um animal que, por sua arrogância, coloca a natureza em perigo e, portanto, deve aceitar sua subserviência em relação à natureza - tal é o argumento de Peccei. As diretrizes básicas do movimento ambientalista estão contidas em uma passagem do chamado "Relatório da Montanha de Ferro" (Iron Mountain Report), documento elaborado em meados da década de 60 por um grupo de cientistas reunido por agências do Governo dos EUA para determinar os problemas que este país enfrentaria em um cenário de paz permanente (publicado no Brasil com o nome "A paz indesejável", Ed. Laudes, 1969). A passagem é reveladora do pensamento dos "engenheiros sociais" que buscavam "um substituto crível da guerra, capaz de orientar os padrões de conduta humana no interesse da organização social". Segundo eles, "os inimigos substitutos possíveis citados anteriormente seriam insuficientes. Uma exceção pode ser o modelo de poluição ambiental, se o perigo que apresentasse para a sociedade fosse genuinamente iminente. Os modelos fictícios teriam de apresentar uma extraordinária convicção, e o realce de um considerável sacrifício de vida; a criação de uma atualizada estrutura mitológica ou religiosa para tal fim apresentaria dificuldades...mas não pode deixar de ser considerada". O homem que deu forma à Tavistock e desenvolveu as técnicas de lavagem cerebral, que ficaram conhecidas como "Método Tavistock", foi o brigadeiro-general John Rawlings Rees, que se tornou diretor da Clínica em 1932. Rees foi o primeiro a propor a indução deliberada de formas controladas de comportamento neurótico e, mesmo, psicótico, com o propósito de exercer um controle psicológico de massa sobre a sociedade. Rees não escondia um desprezo aberto pelas minorias, situando-as no que chamava "o décimo psicopatológico" da população ou "os estúpidos"(dullards). Segundo Rees, "Aldous Huxley estava planejando produzir um estrato de homens subnormais que fizessem os trabalhos fastidiosos da sociedade; relamente, não necessitamos produzir mais deles, pois já os há em grande número". Com o incentivo de Rees, as equipes de Tavistock desenvolveram métodos para a concretização de uma ordem mundial fascista, inclusive o uso dos meios de comunicação de massa para criar o que foi rotulado um ambiente psicologicamente controlado. Os tavistockianos conferiram especial atenção ao trabalho de destruição da família e à psicologia infantil. O ponto de ataque foi o enfoque na "sexualidade infantil" e seus efeitos sobre o desenvolvimento da personalidade, visando produzir uma população adulta cujo desenvolvimento intelectual e emocional fosse o de crianças neuróticas. A Segunda Guerra Mundial forneceu à Tavistock os meios de testar suas técnicas de lavagem cerebral em massa, sob a égide dos serviços de inteligência anglo-americanos. Estes testes tendiam a corroborar as malignas teses de Rees e seus seguidores segundo as quais grupos de indivíduos, tanto pequenos quanto grandes, sob condição de tensão induzida e controlada, podiam ser induzidos a tornar-se mais infantis e, portanto, renunciariam a crenças firmemente imbuídas de modo a conformar-se à opinião popular vigente. Estes resultados poderiam ser dirigidos por um controlador ou líder de grupo treinado nos métodos de Tavistock, ou, como agora chamam em nossas escolas, um "facilitador". Em 1947, com o financiamento de seus patronos reais, a Clínica Tavistock se converteu no Instituto Tavistock de Relações Humanas, de modo a aumentar sua capacidade de dirigir suas agora vastíssimas operações. Em troca, os novos centros de recrutavam mais indivíduos para serem treinados no "Método Tavistock" e, com eles, foi possível lançar uma operação mais ampla para tomar o controle de grandes instituições governamentais, trabalhistas, educacionais e empresariais a partir de seu interior. Como pode se observar pelo movimento ambientalista, cujas campanhas mais importantes são concebidas por técnicos de Tavistock e orientadas por "facilitadores" tavistockianos, esta operação ainda está em marcha.