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Usinas solares, um retrocesso no desenvolvimento da humanidade

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20/ago/08 (Alerta em Rede) – No que está sendo considerado um ‘marco histórico’, duas empresas do setor elétrico da Califórnia (EUA) anunciaram a construção de duas mega-usinas solares com tecnologia fotovoltaica. Uma usina terá potência nominal de 550 MW e a outra de 250 MW. Ambas serão instaladas no condado de San Luis Obispo, mas em locais diferentes. [1]

Segundo Randy Goldstein, chefe executivo da OptiSolar, a escala das duas usinas trará ‘um novo paradigma’ para a indústria, uma vez que a maior delas em operação nos EUA tem uma capacidade nominal de 14 MW. Atualmente, a maior usina solar do mundo fica na Espanha e ‘gera’ 23 MW.

A eletricidade gerada pelas duas novas usinas solares, será vendida para a Pacific Gas & Electric, que está sob mandado do Estado para obter 20% de toda energia que consome de fontes renováveis até 2010. A porcentagem de 20% estabelecida pela Califórnia é uma das mais duras, e empresas estão com medo de não conseguir cumprir o prazo do ano de 2010. A Pacific Gas & Electric espera que, quando as usinas estiverem prontas, eles totalizem 24% de energias renováveis, mas isso não acontecerá antes 2013.

Tal exigência coloca em risco a competitividade de todo o setor produtivo da Califórnia uma vez que, comprovadamente, a eletricidade gerada por fontes renováveis - majoritariamente, eólica e solar (a hídrica disponível já foi aproveitada) – é muito mais cara que as ‘convencionais’. Adicionalmente aos generosos subsídios federais, o governo da Califórnia cobre 30% da tarifa elétrica ‘solar’.

Mesmo usando uma fonte ‘grátis’, a eficiência energética das usinas solares é baixíssima por uma questão da Física, como mostra o quadro abaixo [2]:

 

 

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Dsensidade energética de fontes de energia



Não admira que as duas novas usinas solares da Califórnia deverão ocupar uma área de 32 quilômetros quadrados para gerar, efetivamente, um terço da sua capacidade nominal: só funcionam de dia e o rendimento cai brutalmente em função das estações do ano e densidade de nuvens.

Considerando a disponibilidade média, uma usina solar precisaria ocupar uma área de pelo menos 70 quilômetros quadrados para gerar, por exemplo, a quantidade equivalente de eletricidade gerada pela usina nuclear de Angra 2.

Assim, por uma questão das leis da Física, por mais que melhorem a eficiência na captação da energia solar incidente na superfície terrestre, a sua transformação em eletricidade será sempre muito mais ‘cara’, em termos energéticos, que a equivalente gerada por combustíveis fósseis ou nuclear atualmente em uso. De fato, sem o largo emprego dos combustíveis fósseis, não teria havido o processo de industrialização que caracterizou o desenvolvimento da humanidade a partir do século 17.

Aliás, o próprio desenvolvimento da humanidade, desde as priscas eras, está diretamente vinculado à crescente 'densidade energética' das fontes utilizadas: lenha, carvão vegetal, carvão mineral, petróleo e fissão nuclear. Não constitui exagero afirmar que a utilização maciça da fonte solar para gerar eletricidade representaria, pois, um grande retrocesso evolutivo.


Notas:
[1Califórnia/EUA terá duas usinas gigantescas de energia solar, Agência Estado, 16/08/2008
[2]A trampa energética do WWF, Alerta Científico e Ambiental, 17/09/2006
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Comentários (13 postado):

Ronaldo Olivetti Narduci on 27 August, 2008 10:05
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É incrível como tem gente que busca uma retórica fraca e inventa sua sustentabilidade para enganar seus próprios. É lógico que as energias renováveis são menos eficientes que as fósseis ou nucleares ou ...no entanto, não poluem e este é o objetivo...NÃO POLUIR, mas que com o avanço tecnológico, haverá compensação. Sem qualquer pré-julgamento acompanho as matérias do ALERTA EM REDE, mas têm visões, que são absurdas.
Um abraço, não radical!
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Sergio Dantas on 27 August, 2008 23:22
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Considerar que a evolução da geração de energia é simplesmente usar fontes com mais densidade energética é no mínimo leviano e denota a mentalidade dominante no início da revolução industrial, há 150 anos.
Hoje sabe-se que os efeitos colaterais causados por determinadas práticas geram um grande passivo ambiental, o que consequentemente se traduz em custos financeiros. A visão moderna do empresariado deve ser pautada em todos os aspectos envolvidos em sua cadeia produtiva.
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david waisman on 28 August, 2008 11:23
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As energias solar e eólica são caríssimas e pouco confiáveis. Pode-se usá-las por motivação ideológica, luxo de quem já ficou rico usando carvão e petróleo. A jogada, neste estágio, é convencer os pobres a abrir mão de carvão e petróleo (e de hidrelétricas porque assustam os peixes...).
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Anderson Alves on 28 August, 2008 15:01
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Caros leitores, vamos lembrar que energia fóssil acaba, e mesmo que fosse de etanol qual seria a área de plantio? Como fica a alimentação? importante ressaltar que a tecnologia tem que ser desenvolvida, pois os telhados das casas, prédios e ruas futuramente poderão ser usados como fonte de energia. Pensemos no FUTURO.
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Marcos Silva on 31 August, 2008 11:42
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É evidente que nehum movimento geopolítico de envergadura está sendo engendrado por razões humanitárias. Diante da bolha financeira do mundo ocidental está evidente que estão todos procurando novas fontes de extração dos recursos oriundos da força de trabalho alheia. Basta observar a fragilidade técnica envolvida na emissão, compra e venda dos créditos de carbono. Não tardará teremos de comprar tecnologia caríssima para poder gerar energia. Trata-se de mais um ciclo de desenvolvimento dependente, lamentável nossa incapacidade de julgar nos mesmos o que é melhor para o nosso crescimento sustentável.
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Franklin on 31 August, 2008 23:20
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A humanidade está testando os seus limites da própria estupidez.

32Km2 ?!??? ...É demais para minha razão.
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Fendel on 01 September, 2008 19:19
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A questão é outra...
Trata-se da estupidêz de concentrar o que é distribuído...
Qualquer telhado orientado pro norte aqui, ou pro sul - no hemisfério norte, vai ter coletores solares térmicos e fotovoltaicos. É muito fácil injetar EE nas redes...
Os finitos fósseis nada mais são do que energia solar concentrada ao longo de milhões de anos...
A bioenergia leva poucos meses prá concentrar energia solar.
O que urge é acabar com a centralização pelega do descentralizado... e fazer a grande industria pagar o preço justo pela energia eletro-intensiva, que a recebem com desconto de 85%... esse sim um crime que nenhum babaca discute.
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Rui Martins on 02 September, 2008 17:22
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Essa questão realmente é bastante complexa e deve ser analisada sem paixões contra ou a favor. É certo que essas tecnologias de geração de anergias alternativas são menos eficientes que as já conhecidas fósseis e nucleares, mas por outro lado também é necessário que se aumente a eficiência dos equipamentos no uso da energia de forma que que consiga melhores resultados com menores quantidades, o que vai criando um caminho onde em algum lugar do futuro a solução da geração encontre a do melhor uso e assim consigamos diminuir nossa necessidade de degradação do nosso sistema de vida até que surjam tecnologias onde a capacidade de recuperação dos recursos naturais acompanhe o desenvolvimento da qualidade da vida humana sem onerar a mesma qualidade de vida das gerações futuras, além disso também precisamos rever nossos padrões de consumo e do que consideramos "qualidade de vida", diminuindo nossas necessidades de energia.
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Marcelo Costa on 03 September, 2008 22:18
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Além da estupidez de tentar empregar usinas fotovoltaicas na geração intensiva de energia elétrica supostamente não poluente, há um sério risco ambiental dessas usinas. O que seria feito das baterias acumuladoras após o fim de sua vida útil? Sabe-se que elas são feitas com metais pesados altamente tóxicos.

Por outro lado, esse tipo de usina não daria certo no Brasil. O MST alegaria que um "latifúndio monocultor" de 32 km2 seria um sério obstáculo aos seus objetivos políticos socialistas, digo, de promover a reforma agrária.
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Eduardo Lima on 23 September, 2008 5:45
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Sobre as nucleares: e o armazenamento dos resíduos? Este custo tem que ser computado! Entretanto, defendo que a melhor energia é a economizada! Eficiência energética já!!!
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Victor Maldini on 23 December, 2008 14:25
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Energia com alto custo de capital em época de crise financeira (sim, a energia solar tem seu MWh na casa de R$600 pilas) é sonho. Sem subsídio ou juros muito baixos para financiamento (coisa mais rara no mercado hoje que político inteligente) esse tipo de alternativa vai mesmo é ficar só no papel ..
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Alcides on 23 January, 2009 16:14
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A linha editorial deste site é claramente vinculada aos detentores do capital que HOJE usufrui dos lucros de tecnologias já superadas. Mas como nada resiste a uma idéia cujo tempo já chegou...preparem-se para ser varridos dos negócios, ou se adaptem presados dinossauros!
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Cristiano Peres on 05 February, 2009 15:10
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Prezados a energia renovável hoje é uma realidade e uma razão para continuarmos vivos, pois durante todos estes seculos apenas exploramos a mãe natureza, e agora muitas pessoas no mundo adotaram como forma de vida e de subsistência, a preservação da natureza e do planeta e aos poucos isto esta se tornando cada vez mais forte, e se tornou um grande negócio cuidar do meio ambiente, tanto que eu tenho tecnologia de produção de energia elétrica com um equipamento desenvolvido para gerar energia com um custo muito baixo e ecológicamente viável, e necessito de investidores para apresentar isso ao mundo, a começar aqui no Brasil. Interessados me retornarem neste email.
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