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Ambientalismo internacional quer bloquear infra-estrutura na América do Sul

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3/mai/07 (AER) ? Diferentemente do que vem ocorrendo no Hemisfério Norte, onde se discutem e implementam grandes projetos de infra-estrutura a partir da ótica socioeconômica e não da ambiental, no Brasil e outros países sul-americanos ? os do Extremo Ocidente ? até mesmo as poucas iniciativas de integração vêm sendo alvo de virulentos e distorcidos ataques do ambientalismo internacional.

O mais recente deles partiu da Conservation International, ONG criada, dirigida e financiada por representantes de poderosos grupos do Establishment anglo-americano, em relatório intitulado "Implicações da Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana (IIRSA) e projetos correlacionados na política de conservação no Brasil". O alvo são 13 'megaprojetos' integrantes da IIRSA e também do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por 'afetarem' 137 reservas ambientais, 107 reservas indígenas e 484 áreas 'prioritárias' para a preservação da biodiversidade brasileira.

Sem surpresas, são as seguintes as obras que estão no radar do aparato ambientalista:

TRANSPORTE RODOVIÁRIO

  • Duplicação do trecho Palhoça-Osório (Rodovia Mercosul) ? Eixo
    Mercosul-Chile da IIRSA
  • Ponte sobre o Rio Acre ? Eixo Peru-Brasil-Bolívia da IIRSA
  • Estrada Boa Vista-Bonfim-Lethem-Linden-Georgetown (1ª etapa: estudos)
    ? Eixo do Escudo das Guianas da IIRSA
  • Ponte sobre o Rio Itacutú (Takutu) ? Eixo do Escudo das Guianas da
    IIRSA
  • Construção de Trechos Rodoviários na BR-010 no Estado de Tocantins
    ? Ação do PPA
  • Construção de Trechos Rodoviários na BR-135 no Estado da Bahia ?
    Ação do PPA
  • Construção de Trechos Rodoviários na BR-163 nos Estados do Pará e
    do Mato Grosso ? Ações do PPA
  • Construção de Trechos Rodoviários na BR-230 no Estado do Pará ?
    Ações do PPA

TRANSPORTE FERROVIÁRIO

  • Construção da Ferrovia Norte-Sul ? Ação do PPA incluída na carteira do
    PPI

TRANSPORTE MARÍTIMO E HIDROVIÁRIO

  • Construção das Eclusas de Tucuruí no Estado do Pará ? Ação do PPA
    Ampliação e Recuperação do Porto do Itaqui ? Ação do PPA

ENERGIA

  • Estudo de viabilidade de Implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte
    ? Ação do PPA
  • Implantação do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus ? Ações do PPA

O Complexo do Rio Madeira, mesmo não fazendo parte da IIRSA, é listado como um dos mais 'problemáticos', sobre o qual a ONG faz uma ameaça nada velada:

"Muitas obras tidas como prioritárias para setores influentes da sociedade ainda são levadas adiante sem o devido diálogo prévio e sem considerações mais aprofundadas sobre os impactos sociais e ambientais. É o caso do Complexo Hidrelétrico do rio Madeira e da Hidrovia Araguaia-Tocantins... Trata-se de uma peça fundamental no plano mais amplo da IIRSA de criar redes de transporte fluvial e rodoviário conectando a Bacia do Orinoco, na Venezuela, à Bacia do Prata, no Cone Sul, além de criar uma via expressa do centro do continente para o oceano Pacífico e mercados asiáticos",

referindo-se, na frase final, à Grande Hidrovia.

O 'recado' é dado também para instituições que ousarem financiar as obras sem o beneplácito do aparato ambientalista:

"Um dos primeiros e principais passos para alcançar uma integração nacional e regional mais sustentável é a adoção de rígidas salvaguardas sócio-ambientais por parte de financiadores, entre os quais o BNDES merece especial atenção pelo vulto dos empréstimos e pela ausência de salvaguardas definidas de forma explícita pela instituição."

Fica explícito que o objetivo do relatório é francamente impedir que tais obras sejam implementadas ao se observar que, em suas 42 páginas, sequer uma linha é dedicada aos enormes benefícios socioeconômicos que elas trarão, se concluídas.

E nem poderia ser diferente quando se verifica que a Conservation International está defendendo os interesses geoeconômicos de seus poderosos financiadores, dentre os quais se destacam a Ford Foundation, John D. & Catherine T. MacArthur Foundation, Charles Stewart Mott Foundation e a Gordon and Betty Moore Foundation; esta última, por exemplo, 'doou' 100 milhões de dólares para a ONG em 2002. Em 2005, os ativos da Conservation International somaram US$ 194 milhões e foram arrecadados US$ 92 milhões, com destaque para as fundações 'filantrópicas' (US$ 43,6 milhões), mas também do governo americano (US$ 6,4 milhões) e outros governos (US$ 8,7 milhões).

Talvez algumas dúvidas sobre os objetivos 'conservacionistas' da ONG possam ser dirimidas pela análise de uma das suas diretrizes, claramente enunciada por seu presidente, Russel Mittermeier (ex-vice-presidente do Programa de Conservação do WWF), num seminário realizado em 1990 no Brasil: "Com o alívio das tensões Leste-Oeste, o mundo entrou em uma era na qual as agendas política e econômica serão modeladas pelo alargamento do fosso entre as regiões temperadas e tropicais. Nesta nova era, a conservação de florestas tropicais não é apenas uma prioridade ambiental mas um marco de estabilidade geopolítica."

De fato, a principal questão não é o lobby em si contra as nossas obras de infra-estrutura feito pela Conservation International e outras mega-ONGs do eixo Washington-Londres-Amsterdã, mas até quando aceitaremos passivamente que tal ingerência seja consolidada na nossa legislação pertinente e até mesmo em nossa cultura.

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Comentários (2 postado):

Jose on 16 January, 2008 23:11
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SOBERANIA OU SUCUMBIR: Atendendo a interesses de grupos internacionais, estão dividindo o Brasil, em reservas indígenas, quilombos e depois em terras para os diversos grupos de imigrantes.Já que os Politicos não zelam pelo pais, para o qual foram eleitos, cabe as Forças Armadas, consciente dos reais valores de uma Nação, dar o novo rumo para o fortalecimento desse povo. Quando se discrimina o povo,(previlegios) se pratica um crime contra a formação de uma grande Nação.A Constituição Brasileira não é respeitada, sendo manipulada de acordo com interesses de uma minoria.O Brasil sendo uma República Federativa, não se pode dividir o território ou tornar alguns brasileiros privilegiados e de acesso as riquezas do solo em prejuízo dos outros nacionais. Qualquer lei que contraria a moral, os bons costumes e unidade nacional, contraria a Carta Magna, sendo àquela inconstitucional, perante toda a Nação. Todos que nasceram no Brasil ou o adotaram como Pátria, devem ser respeitados e lhes dado oportunidades de igualdades de condições de estudos, trabalho, saúde, segurança, possibilitando que cada um dê melhor de si para progresso pessoal e da Nação Brasileira.

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Alex Costa on 31 January, 2008 21:21
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Bom, creio que estamos diante de uma espécie de momento de reação. Saí da região amazônica há 2 anos, onde estive trabalhando e envolvido com toda essa problemática e estou convicto que, definitivamente, chegou a vez da Amazônia. Concordo plenamente com o Secretário Especial da presidencia, Mangabeira Ungler, que a amazônia é a pedra angular de qualquer projeto de Brasil-potência. Assim, creio que estamos no momento da virada do jogo e, não apenas as Forças Armadas, mas todas as forças ativas do país (OAB, Universidades, Congresso, Federaçóes de Industrias, etc)devem unir seus esforços no sentido de consolidar a Amazônia como o grande pivô da integração do subcontinente e o grande laboratório de Brasil do futuro. Defesa, soberania, exploração sustentável, competencia administrativa, ordem e progresso, são as idéias-força que devem calar e convencer os que sempre duvidaram ou subestimaram nosso país.
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